quarta-feira, 23 de junho de 2021

O radioamadorismo anda ridículo (reprodução)

por PY2IAV – Sávio



Ontem li o desabafo de um colega radioamador português, escrito em um blog da internet. Nosso colega Daniel Leitão – CT2GXZ – anda indignado com o baixo padrão que ele encontra nas faixas de radioamadorismo lá em Portugal. Reporta ele: portadoras, transmissão de música, ofensas, competição de potência, entreveros, interferências prejudiciais, palavreado chulo, uso estúpido da língua portuguesa falada e escrita, assuntos irrelevantes, foco no aspecto comercial, perdas de tempo e oportunidades das mais diversas naturezas, etc, etc, etc. Vale a pena ler este texto de desabafo em http://terrano-2.blogspot.com/2010/09/artigo-de-opiniao-de-um-radioamador.html.

Isso ocorre lá em Portugal apenas? Aqui no Brasil andamos iguais. Talvez até piores, visto nossa sociedade, apesar de ascendência portuguesa, não ter história milenar nem uma cultura estabelecida e solidificada. Levo em conta que o fato de sermos terceiro-mundistas deva piorar as coisas.

Inicialmente é conveniente esclarecer o conceito de “Crítica”. Crítica é a expressão de pensamentos que visam uma melhoria, um progresso, uma evolução. A expressão “crítica construtiva” é mera redundância. A crítica é fundamentalmente pessoal. Não se faz crítica contra alguém, mas contra si mesmo. Assim, se sou crítico, procuro não falar aquilo que considero nocivo. Se for crítico, não farei aquilo que julgo inconveniente. Para expressar a crítica, torna-se óbvio citar o que não deveria ser falado nem o que deveria ser feito. Aqui exponho uma crítica, pois nada do que aponto, faço. Nada do que aqui aponto, falo. A negativa da crítica é a hipocrisia. Não sou hipócrita.

O fato é que o radioamadorismo anda ridículo. No momento em que escrevo este parágrafo, escuto numa repetidora de VHF um colega afirmar que ele optou por um determinado modelo de equipamento por que não perde valor de mercado. Ridículo!

O “mesmo” e os “demais” somos nós, os radioamadores, de acordo com um indefectível jargão “moderno” no radioamadorismo. Eu não sou nem nunca fui “o mesmo”. Sou eu próprio. Tenho nome, identidade e amor próprio. Tampouco pertenço ao grupo dos “demais”, pois não me considero insignificante, como de fato não o sou. Onde os operadores de rádio estão aprendendo a falar assim? Parece-me que as pessoas estão se dedicando apenas a repetir o que ouvem, sem quaisquer críticas. Estaríamos nos transformando em “papagaios”, repetidores de sons que não fazem sentido à inteligência humana? Ridículo!

Agora virei um “danado”. Será que o idiota que se dirige a mim desta maneira sabe o que está falando? As pessoas viraram de fato um bando de imbecis? Danado é algo danificado, fruto de algum dano. Eu não estou danificado. Danado também pode ser uma expressão popular que se refere ao diabo, ao satanás. É assim que um colega me considera? Ridículo!

Não estou inventando: canso de ouvir nas faixas de radioamadores que um determinado tipo de equipamento é valorizado por ser “bonito”. O infeliz que pensa em um equipamento assim certamente não sabe o significado de relação sinal/ruído, banda passante, resposta linear em frequência, heterodinação, espúrios, diafonia, modulação cruzada, ponto de interceptação, e muitos outros parâmetros que são utilizados para medir a qualidade de um transceptor. O que interessa é que seja bonito e não perca valor de mercado. Se for potente, melhor ainda. Ridículo.

O coitado do amplificador linear de potência deve ter feito uma cirurgia de troca de sexo no SUS. Agora é “a linear”. Assim mesmo: “a linear”, no gênero feminino! Será que o infeliz que fala (E escreve. Basta ler na Internet) assim, sabe que além de linear, é também um amplificador, no gênero masculino? E que é denominado linear, pois não produz (ou não deveria produzir) deformações harmônicas significativas no sinal radioelétrico transmitido? Honestamente, da maneira que os operadores de faixa de cidadão antigamente denominavam este tipo de equipamento, como “botina” ou “secretária”, fica menos ridículo.

Nossa atividade – O Radioamadorismo – que originalmente tinha de fato o objetivo de aprimoramento pessoal científico e tecnológico, vem se transformando, se já não se transformou, em “radioapertadorismo de botões”. Quanto mais botões tiver um transceptor, melhor. Modernos transceptores, e até microfones, parecem gandolas de generais. Os fabricantes, que de bobos nada têm, sabem disso, e botam miríades de botões. Quanto mais miçangas para índios, melhor. “Índio não quer apito. Índio quer colar bonito”. Se o “radinho” (não é mais transceptor, viu?) tiver então um botão para mudar a cor do “backlight” do painel, é um luxo só. Agora um equipamento de radioamadorismo é bom quando é “chique”. Ridículo!

E os “rolinhos”? Radioamadorismo sem “rolinhos” não é radioamadorismo, na moderna visão dos “radioapertadores de botões”. Em cada cidade, em cada região, os “radioapertadores” encontram-se diariamente, várias vezes por dia, em significativos bandos, colocando suas estações no ar apenas para fazer “rolinhos”. Aos fins de semana, hostes de “radioapertadores de botões” dirigem seus automóveis por dezenas de quilômetros para participar de “encontros”… para “rolinhos”. E a regra de ouro dos “rolinhos” é a “entubação”, isto é, quem é capaz de enganar alguém na troca ou venda de alguma coisa. Os encontros não são exatamente sociais, na acepção da palavra. Rolinhos são disputas entre otários que se imaginam expertos. Ridículo!

Certo dia um colega radioamador (ou seria um colega radioapertador de botões?) se referiu a um outro colega radioamador (talvez um outro “radioapertador”) como “um cara bâo”. É evidente que ele queria dizer que o outro colega era considerado um grande radioamador, competente e sabedor das coisas. Entendi sim a idéia, ainda não me inscrevi na facção dos idiotas. Bem, o outro colega, o “bão”, é um radioamador classe C há mais de uma década. Como pode? Quem de fato é bom, progride. As classes de operadores de radioamadorismo, no mundo todo, são uma visão da IARU, e não uma visão nacionalista da LABRE ou da ANATEL. Classes existem para incentivar o progresso, pois com elas se calga, por mérito pessoal, privilégios maiores e melhores. Não praticar esta filosofia, é ridículo!

Aliás, façamos uma enquete entre radioamadores. Quem sabe o que é IARU? Para que serve? O que significa? Onde se localiza? A quem se subordina? Quem quer apostar comigo que o resultado seria algo assim: 100% dos radioamadores classe C nada sabem, 90% dos radioamadores Classe B nada sabem e uns 80% dos radioamadores Classe A também nada sabem? Ridículo!

Ha… mas o cara é “bão mesmo”, pois até mesmo já divulgou na Internet uns projetos de antenas. Sim, o cara tem alguma habilidade mecânica para beneficiar metais, além de inegável habilidade para tirar fotos digitais e “bloga-las”, bem como seguir à risca um projeto de algum colega radioamador de fato entendedor, talvez norte-americano, pois a antena divulgada, e que vi na internet, é a mesma que conheço de décadas, publicada na revista “Eletrônica popular” do saudoso Gilberto. Este sim, era “bom”, como “bom” também era o “Miécio”, como “bom” é o Atilano, “bom” é o K1JT, como “bom” foi Landell de Moura. E “bons” foram e são muitos outros. Duvido que o tal “bão” radioamador saiba o significado de impedância de entrada, resistência de irradiação, densidade de corrente, momento polar, dipolo elétrico, dipolo magnético, ressonância e etc. Garotada, vá se informar um pouco mais, e quem sabe até mesmo se formar um pouquinho. Parem de querer descrever o mundo com a parca visão que têm dos muros do quintal de suas próprias casas. Ridículo!

Na visão da esmagadora maioria dos operadores de rádio da classe C, ascensão de classe “é bobagem”. Isto é facilmente verificável com a prática da “coruja”, principalmente no segmento de VHF. A confirmação é também muito fácil, se observarmos que o tempo médio de ingresso no radioamadorismo dos operadores classe C até a atualidade é bem maior do que uma década. Conheço pessoalmente colegas classe C que estão nesta condição desde que a classe C foi criada! Tenho ouvido isso dito no ar, diariamente. Mais: tenho ouvido as piores chacotas a respeito de radioamadores classe A, com se estes fossem alguma espécie de bandidos, elementos constrangedores, policiais das faixas, “moscas pousadas em sopa”, “assombradores”, que usam a titularidade para humilhar os “coitadinhos dos classe C”. Entre radioamadores, infelizmente, pratica-se a teoria política da disputa de classes, por valorização de supostas vítimas. Ridículo!

A ascensão de classes não é vista pelos “radioapertadores de botões” como uma vitória pessoal, mas como uma “besteira” inventada pelos radioamadores de classe mais alta para impedir que os novos possam usufruir de algumas benesses. Que visão mais retrógrada! Que visão mais derrotista! Que visão mais covarde!Lembra a fábula da Raposa e da uva.  O sonho de consumo de um “radioapertador de botões” é poder operar na faixa de 40 m. Como não pode, e como não quer, inventa uma faixa de clandestinos ali bem próxima, e o sonho está realizado. Ridículo!

Será que alguém já percebeu que a tal faixa de clandestinos de 40 m foi inventada por alguns espertalhões, radioamadores licenciados ou não, que assim garantem um mercado lucrativo de transceptores, fontes de alimentação e antenas, generosamente oferecidas mediante devido pagamento por parte dos “radioapertadores”? Quem já teve a perspicácia de observar que ali são praticados os mais elementares “contos de vigário?” Quem já observou que os “expertos” incentivam o consumismo de botões, “displays” e “leds” dos mais vistosos? E que os “otários” embarcam na maior ingenuidade? E que assim ficam todos felizes? O lema é: “fundo de poço é doença. JOTA é a cura”. Ridículo!

“A quanto estou chegando?” Definitivamente, perdemos a noção de gramática e das classes gramaticais das diferentes palavras. Parece que as palavras que mais sofrem com tamanha ignorância sejam as preposições. Aí o interlocutor fala com boca cheia: “tá chegando a 30 dêbê”, como se soubesse o significado matemático da unidade de medida dB. Fala de boca cheia aquilo que não conhece, pois não tem a menor idéia de qual é o valor, medido na escala microVolt, de um sinal S9. Muito menos sabe quanto acima de S9 são mais 30 dB. Ridículo.

O plural das palavras está definitivamente fora de moda. Agora uma estação de radioamador possui “uns rádio” e quem sabe “umas antena”. Não transmitimos mais. Agora “nóis transmite”. E aqueles que eventualmente criticam esta prática, são taxados de “uns ridículu”. Ridículo.

“No coco!” O que é isto? O canudinho que utilizamos para saborear um gostoso coco à beira-mar? Não! “No coco” se dá quando uma estação mais forte transmite intencionalmente sobre outra que já está ocupando a freqüência. O palavreado é ridículo. A prática é pior ainda que a expressão, pois denuncia a prepotência, a arrogância, a selvageria e a desumanidade de um operador de rádio. Falta civilidade. Falta urbanidade. Falta consideração entre seres humanos. Com licença, mas de gente assim, quero distância. Não me coloco à disposição para conviver com malfeitores. Ridículo!

O sinal é forte. A legibilidade perfeita. Nada impede a correta compreensão das palavras em um comunicado em fonia. Mas utiliza-se o código “Q” como se o comunicado fosse em CW, em meio a um grande ruído gerado por outras estações ou por perturbações elétricas ou atmosféricas. O código “Q” virou uma imbecil coqueluche, uma maneira do indivíduo apertador de botões se enganar e se sentir como se fosse um “radioamador” de fato. Pelo menos na concepção de tal infeliz, ele é um radioamador, pois “adentra à QRG”, “troca uns QSO” (agora QSO é moeda de troca, viu?),  “está num QTH”, “tem uns QRU”,  “gastou uns “QSJ”. Ridículo!

Operação móvel com o “pé de breque” virou “barra móvel”. Quando está parado, ficou “ancorado”. O que é isto, operação móvel terrestre ou operação móvel marítima? Somos “macanudos”, mas ninguém sabe de onde vem e o que significa esta expressão. Nossas faixas destinadas ao radioamadorismo estão sendo invadidas por pessoas, com habilitação ou não, que trazem uma carga de gírias que de maneira nenhuma têm origem no radioamadorismo. Há alguns dias ouvi numa repetidora de VHF um rapaz que, sem indicativo, dizia que estava por ali, pois “necessitava aprender a falar”. Como? Um adulto não sabe falar? Vamos repetindo as coisas ouvidas como papagaios, repetindo as coisas observadas como macacos adestrados. “festival de besteiras que assola o país (FEBEAPÁ)”. Ridículo!

Agora contamos com “cursos para radioamador”. Basta procurar na Internet para encontrarmos vários deles. Nos “cursos” fornecidos, o candidato a radioamador recebe (ou baixa da Internet) as apostilas que foram criadas pelos ciosos gestores de nosso radioamadorismo. Estas apostilas possuem como conteúdo, um grande conjunto de perguntas com respectivas respostas corretas devidamente assinaladas. O candidato então decora cada uma das perguntas e suas respectivas respostas. Nossos ciosos gestores já acertaram com as autoridades oficiais da ANATEL que explorem no exame, apenas as perguntas existentes nas apostilas. Passa no exame o candidato que melhor decorou cada pergunta e cada resposta. Não importa a nossos ciosos gestores que o candidato a ser nosso colega nada saiba sobre radioamadorismo. Basta apenas que se filie a sua associação e pague por esta associação uma “módica” anuidade. Com estes mecanismos podres, produzimos as pérolas que assombram nossas faixas de operação. Ridículo!

Algumas outras pérolas que encontramos facilmente pelo mundo do radioamadorismo, que são ditas e escritas por “radioamadores”: “maique de ganho”, RF de ganho”, “equipamento de base”, “transvert”, “transverte”, “vendo radioamador”, “diagonal 51”, “a presença do gama dá um áudio insuperável na transmissão”, “destinados para operação”, “linear nova”, “ballum”, “núcleo de ferrite super sensível”, “mic de ganho”, “ptt original”, “speaker”, “ptt com vox”, “medidor swr”, “antena base”, “rádio base”, “ao centro”, “acoplador antenna”, “banda corrida”, “tenho outras lineares”, “dois cristal”, “mais funciona”, “antena de borracha”, “medidor roi”, “a antena está boa quando dá estacionária”, “é um pobrema”, “adentrar”, “rádio escuta”, “tecnicológico”, “QRA” virou nome do operador, “vê se QSL”, “sinal no VU”, “tá no bilzi”, “boa noite freqüência”, “entrar (adentrar) na repetidora”, “o comprimento correto do cabo coaxial é …”. Ridículo!

Sei o que significa tribalismo. Sei que pessoas têm necessidade de modos comuns, de linguagens comuns, de atitudes comuns, de crenças comuns, para criar identidade grupal. Entretanto, por tribalismo entende-se também comunidade primitiva, comunidade selvagem, comunidade não civilizada. Desculpem-me, mas já evolui um pouquinho acima destes estágios tão primitivos. Almejo coisas melhores para mim mesmo, e desta maneira, busco contatos com pessoas mais evoluídas que eu. Fico muito entristecido quando constato que a comunidade que me acolhe a tantas décadas tem se degradado tanto. Ridículo!

Sei que radioamadores participam, vez ou outra, de operações de emergência decorrentes de desastres naturais. Eu mesmo já participei de situações assim. Por causa disso, há entre radioamadores um conceito errôneo de que radioamadores existem exatamente e exclusivamente para esta finalidade. “Quem não vive para servir, não serve para viver”.  “Radioamador, um soldado anônimo a serviço da humanidade”. Há outros chavões por aí, de igual teor. Este conceito não é novo. É mais provável ouvi-lo de um radioamador antigo do que de um radioamador novato. Sob este mecanismo, falácias de todos os tipos são passados dos mais velhos aos mais novos. Será que ninguém pensa que o ser humano, na condição apenas humana, deveria ter sempre, independentemente de sua condição particular específica, responsabilidade moral com outros seres humanos? Não é o radioamadorismo que determina a solidariedade, o socorro, a caridade e a misericórdia. É a condição humana, que quando chamada, utiliza os meios disponíveis de cada um. Assim, radioamadorismo deixou de ser a atividade destinada ao aprimoramento científico e tecnológico para se tornar amorfo, indefinido, sem propósito. Cada um define o radioamadorismo segundo seus interesses pessoais e suas pessoais fogueiras de vaidades. Nossos contatos andam vazios de assuntos excitantes. O “blá, blá, blá” irritante não tem fim. O tempo de um contato é gasto para enumerar os indicativos de chamada, nomes e cidades de cada participante, no início e final de cada câmbio. Muito mais fácil achar radioamadores que ligam seus equipamentos para falar, falar e falar, e que, ao final nada se aproveita, do que encontros interessantes de pessoas curiosas e investigativas. Ridículo!

O que temos então? Ignorância! Ignorância cientifica, ignorância técnica, ignorância de propósitos, ignorância do vernáculo e da língua portuguesa, ignorância no trato com o semelhante, ignorância na interpretação de normas legais, ignorância na interpretação de normas de convivência social. Ignorância de cada indivíduo, a respeito do significado de ser um “indivíduo humano”, capaz de ser inteligente, progressista e diferenciado. Ignorância dos mais novos que caem de “pára-quedas” num mundo que não conhecem, e ignorância dos mais velhos que também já perderam o sentido do radioamadorismo, na hipótese de um dia terem tido alguma noção deste sentido. Ridículo.

Creio que ainda haja radioamadores de verdade, pessoas de boa índole, de bom caráter e com personalidade marcante para “meter o dedo” nesta ferida. Mas onde estão? Por que estão calados? Por medo de serem taxados de politicamente incorretos? Por receio de serem rotulados de intransigentes? Por preocupação em serem chamados de ultrapassados? Por que a coisa anda “solta?” Por que há esta permissividade? Estaremos cansados ou desiludidos? O barco afunda, olhamos uns para os outros e dizemos: “é camarada, o barco está afundando”. E viramos as costas uns para os outros e vamos cada um de nós cuidar das próprias vidas. Ridículo!

Que o leitor não pense ser eu um velho desatualizado, pois este argumento brota instantaneamente quando feridas são tocadas. Sou antigo nesta atividade, mas estou atualizadíssimo. Sou praticante de todas modalidades digitais e lido com as novas tecnologias de modo natural. Minhas interfaces digitais são projetadas e construídas por mim mesmo, como por mim mesmo sempre foram projetados e construídos os componentes de minha estação de radioamador. Assim, não fiquei no tempo do AM, como possam imaginar alguns. Pois parece que as coisas que foram realizadas antigamente, apenas pelo fato de não serem mais feitas, pesarem como algo negativo na história de vida das pessoas. Ridículo!

Pode ser que o leitor neste ponto esteja a pensar ser eu um “babaca”, um velho caquético, um esnobe, um falastrão, “um metido”. Caro leitor, pode bombardear à vontade. Lance sobre mim todo o preconceito que dispuser. Toda a ignorância que estiver ao seu alcance. Toda a inveja que o assola. Toda a tristeza que o conduz na vida. Toda a baixeza que o norteia. Toda o insignificância que o comenda. Se não o fez, é por que pensa como eu, e eu diria que o radioamadorismo ainda tem futuro, assim como o terá a humanidade. Se o fez, só posso imaginar que nefasto futuro terá o radioamadorismo, bem como que nefasto futuro terão vossos filhos. Ridículo!

O autor autoriza a reprodução total deste texto em quaisquer meios de comunicação, desde que o crédito de autoria seja preservado e citado. O autor não autoriza a reprodução parcial do presente texto, sejam palavras, frases ou parágrafos utilizados como conteúdo. Também está autorizada a criação de “links” para o local original de sua publicação.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Acabou a choradeira: aprenda Código Morse (CW) On-line!



O excelente site Learn CW Online utiliza o Método Koch para ensinar Código Morse gratuitamente.

O Método Koch inicia com as letras "M" e "K" e vai adicionando um novo caracter a cada lição. O estudante é apto a passar para uma nova lição quando copiar a transmissão com mais de 90% de acerto. São 40 lições no total. Para cada lição é gerado um arquivo de áudio mp3 que pode ser escutado no próprio site ou baixado para ser escutado em outro momento.

O site também apresenta outras opções: treino de indicativos, textos, treino com grupos de caracteres pré-definidos.

O usuário ainda pode controlar a velocidade dos caracteres, fazendo o site valoroso mesmo para quem não é iniciante e deseja estudar a recepção de Código Morse em velocidades maiores.

O usuário pode escolher o idioma do site. Para aqueles que não falam inglês, o site apresenta o idioma Português de Portugal. Usuários brasileiros não terão problemas.

Acabou a choradeira!


quinta-feira, 22 de outubro de 2020

WAB da LABRE em Modos Digitais!

 É com alegria que mostro o diploma WAB em Modos Digitais  expedido pela LABRE. Este foi suado!

 


 No entanto, este certificado não é o meu primeiro WAB expedido pela LABRE. Eu já conquistei um WAB Mixed em 2013:

 


 

Vamos estourar uma champagne!

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Certificado Recebido: IARU's 5 Band WAC

 

 
Recebido por ter trabalhado todos os continentes nas bandas de 10, 15, 20, 40 e 80 m.
 
 
 
 


quarta-feira, 11 de março de 2020

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Echolink e o Ato Normativo da ANATEL nº 9106, de 22 de novembro de 2018

     
    

     De acordo com o Ato nº 9106, de 22 de novembro de 2018 publicado pela ANATEL, as estações do serviço IVG (Internet Voice Gateway) ou seja, estações do serviço Echolink e IRLP devem, obrigatoriamente operar nas frequências determinadas, como consta abaixo:





IVG - Faixa de 144 MHz a 148 MHz


FREQUÊNCIAS (MHz)
145,015
145,030
145,045
145,060
145,075
145,090
145,105
145,120
145,135
145,150
145,165
145,180
145,195






IVG - Faixa de 220 MHz a 225 MHz


FREQUÊNCIAS (MHz)
223,715
223,730
223,745






IVG - Faixa de 430 MHz a 440 MHz


FREQUÊNCIAS (MHz)
433,065
433,080
433,095
433,110
433,125
433,140



O texto integral  do Ato nº 9106, de 22 de novembro de 2018 encontra-se em: https://tinyurl.com/ato-9106-2018



Novas normas para o serviço de Radioamador



De acordo  com a Resolução 697 de 28 de Agosto de 2018, a denominação das faixas de radiofrequência e as Classes do COER autorizadas a operar em cada uma delas estão definidas na tabela a seguir:


 
Denominação das faixas de radiofrequência e classes do COER autorizadas do Serviço de Radioamador

Denominação baseada no comprimento de onda
Faixas de Radiofrequência
Caráter de Utilização
Classes do COER autorizadas
Faixa de 2200 metros
135,7 - 137,8 kHz
Secundário
A
Faixa de 630 metros
472 - 479 kHz
Secundário
A
Faixa de 160 metros
1800 - 1850 kHz
Primário
Todas as classes
1850 - 2000 kHz
Primário
A
Faixa de 80 metros
3500 - 3800 kHz
Primário
Todas as classes
3800 - 4000 kHz
Primário
A
Faixa de 60 metros
5351,5 - 5366,5 kHz
Secundário
A
Faixa de 40 metros
7000 - 7047 kHz
Primário
Todas as classes
7047 - 7300 kHz
Primário
A e B
Faixa de 30 metros
10100 - 10150 kHz
Secundário
A
Faixa de 20 metros
14000 - 14350 kHz
Primário
A
Faixa de 17 metros
18068 - 18168 kHz
Primário
A
Faixa de 15 metros
21000 - 21150 kHz
Primário
Todas as classes
21150 - 21300 kHz
Primário
A e B
21300 - 21450 kHz
Primário
A
Faixa de 12 metros
24890 - 24990 kHz
Primário
Todas as classes
Faixa de 10 metros
28000 - 29700 kHz
Primário
Todas as classes
Faixa de 6 metros
50 - 54 MHz
Primário
Todas as classes
Faixa de 2 metros
144 - 148 MHz
Primário
Todas as classes
Faixa de 1,3 metro
220 - 225 MHz
Primário
Todas as classes
Faixa de 70 centímetros
430 - 440 MHz
Secundário
Todas as classes
Faixa de 33 centímetros
902 - 907,5 MHz
Secundário
Todas as classes
915 - 928 MHz
Secundário
Faixa de 23 centímetros
1240 - 1300 MHz
Secundário
Todas as classes
Faixa de 13 centímetros
2300 - 2450 MHz
Secundário
Todas as classes
Faixa de 9 centímetros
3300 - 3500 MHz
Secundário
Todas as classes
Faixa de 5 centímetros
5650 - 5925 MHz
Secundário
Todas as classes
Faixa de 3 centímetros
10 - 10,50 GHz
Secundário
Todas as classes
Faixa de 1,2 centímetro
24 - 24,05 GHz
Primário
A
24,05 - 24,25 GHz
Secundário
A
Faixa de 6 milímetros
47 - 47,2 GHz
Primário
A
Faixa de 4 milímetros
76 – 77,5 GHz
Secundário
A
77,5 - 78 GHz
Primário
A
78 - 81 GHz
Secundário
A
Faixa de 2,5 milímetros
122,25 - 123 GHz
Secundário
A
Faixa de 2 milímetros
134 - 136 GHz
Primário
A
136 - 141 GHz
Secundário
A
Faixa de 1 milímetro
241 - 248 GHz
Secundário
A
248 - 250 GHz
Primário
A



Para saber mais: 
http://www.anatel.gov.br/legislacao/resolucoes/2018/1157-resolucao-697


 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Regulamento Concurso Farroupilha HF 2016

Neste ano de 2016, A LABRE-RS, delegou a organização à equipe da USRA – União Santamariense de Radioamadores que, por sua vez, procurou desenvolver um regulamento competitivo e simples, visando a longevidade do formato a fim de que permaneça o mesmo por muitos anos, pelo menos. 

Optou-se, também, em reunir as modalidades de CW HF e SSB HF em um único final de semana, onde o competidor pode optar por participar na modalidade somente CW, somente SSB ou misto. 

Assim, também, o concurso Farroupilha não irá conflitar com a mesma data nem do All Asian Phone, WAE SSB e CQWW RTTY, competições importantes no Calendário. 

Como ocorre nos últimos anos, a entrega da premiação ocorrerá junto as atividades do Rancho do Radioamador Gaúcho. Convidamos a todos os colegas a participarem, competirem e se divertir no Concurso Farroupilha 2016. 

Este ano o Concurso Farroupilha conta com o MÓDULO DO FARROUPILHA PARA O N1MM+. Para isso, faça o download da pasta compactada que se encontra na página da LABRE-RS. As instruções estão contidas na pasta compactada.


Leia o regulamento completo: Regulamento Concurso Farroupilha 2016 (PDF)






sexta-feira, 10 de junho de 2016

Satélite geoestacionário para Radioamadorismo


O lançamento do satélite geoestacionário Es’hail-2 está planejado para Dezembro de 2016. O satélite irá utilizar transponders wideband e narrowband e a sua cobertura  irá da Thailândia até o Brasil.

O satélite Es’hail-2 operará nas bandas de 2.4GHz e 10.45GHz com um transponder linear   de 250kHz para operação analógica convencional e outro transponder experimental de 8MHz de largura de banda  para modulação digital de sinais de vídeo.

Mais informações podem ser acessadas no site da Radio Amateur Satellite Corporation (AMSAT) em http://www.amsat.org



domingo, 24 de abril de 2016

Saiu o resultado do CQ WW CW 2015!

Operando com o indicativo especial PT3A, consegui um 2° lugar entre os Radioamadores brasileiros e um 3° lugar entre os Radioamadores sul americanos na categoria ALL BANDS, LOW POWER, ASSISTED.  

Que venha o CQ WW 2016!

quarta-feira, 30 de março de 2016

TUTORIAL – Contra a Audiência Pública nº 05 da ANATEL – Tirar Faixa de UHF do Radioamador

TUTORIAL  –  Contra a Audiência Pública nº 05 da ANATEL

–  Tirar Faixa de UHF do Radioamador –

Por PQ2HX

TUTORIAL

Anatel                  


 Contra a Audiência Pública nº 05 da ANATEL

A ANATEL acaba de disponibilizar uma consulta pública para permitir o serviço de radiolocalização (radares) no segmento 430-440 MHz (faixa de 70cm do serviço de radioamador e satélite radioamador). Essa é uma das principais faixas de frequências utilizadas por satélites educacionais (uplink e downlink). O uso desse segmento por radares terá um impacto muito negativo na operação de satélites no segmento, uma vez que as atividades de comunicação com satélites envolvem sinais fracos e os radares utilizarem potências de RF muito elevadas. O risco de interferências é real e muito grande. A LABRE – Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão, através de seus grupos de trabalho LABRE/AMSAT-BR e LABRE/GDE (Defesa e Gestão Espectral) está preparando um texto para ser anexado à consulta pública. Nós sugerimos que todas as instituições de ensino e pesquisa no Brasil que tenham ou planejam ter projetos de cubesats educacionais operando no segmento de 430-440 MHz participem da consulta pública indicando os riscos (interferências, financeiro, social, etc) que o uso de radiolocalização no segmento 430-440 MHz poderá causar aos projetos. Toda mobilização nesse momento é muito importante.
A consulta pode ser acessada no link:


Consulta Pública
Para participar, acesse o link: PARTICIPE AQUI!

 

 

 

 

TUTORIAL PASSO A PASSO

 

 

CLIQUE AQUI PARA ABRIR O LINK DA AUDIÊNCIA PÚBLICA

PASSO 1…



PASSO 2…



PASSO 3…



PASSO 4…



PASSO 5…



PASSO 6…


No final deste tutorial, estarei disponibilizando a minha contribuição e a justificativa que utilizei. Leia e adapte a sua. Não copie e cole.

PASSO 7…







Pronto! Muito Obrigado. Agora convide os amigos e faça com o maior número de pessoas participem, mesmo não sendo radioamadores.
 
 

AMOSTRA DO QUE COLOQUEI EM CONTRIBUIÇÃO E JUSTIFICATIVA


CONTRIBUIÇÃO

Sou contra a destinação Serviço Limitado Privado (SLP), para aplicações de radiolocalização, em caráter secundário, nas subfaixas de 430 MHz a 440 MHz, pois segundo o exposto na Resolução nº 452, de 11 de dezembro de 2006, tais frequências são destinadas ao uso do Serviço de Radioamador, e expõe no ítem B.13 que tais frequências devem ser utilizadas para comunicação via Reflexão Lunar, rádios pacotes, Código Morse e Fonia SSB, Fonia SSB e Sinais fracos, Fonia FM/PM Simplex, Fonia FM/PM Entrada de repetidoras. Saída + 5 MHz, Autorizados para comunicação via satélite, Modos experimentais prioritários entre outros. Assim, o Serviço Limitado Privado (SLP), para aplicações de radiolocalização não serão utilizadas por radioamadores (o qual esta faixa de 70 centímetros se destina) e trarão enormes transtornos a esta classe. Tais transtornos podem ser observados no tópico JUSTIFICATIVA abaixo.

JUSTIFICATIVA

As frequências de 430 a 440 mhz compreendem as faixas destinadas ao Serviço de Radioamador (Resolução nº 452, de 11 de dezembro de 2006) e dentro delas estão compreendidas as faixas destinadas à comunicação via satélite de radioamador. Esta destinação não só traria transtornos aos radioamadores operadores de satélites, mas também a todos os que utilizam as faixas de UHF, como repetidoras ou estações bases e móveis. É sabido que, também as leis internacionais de radiocomunicação, atribuem estas frequências para o uso de radioamadores e experimentos via satélite de radioamador. Sabe-se também que tais satélites são utilizados para comunicação entre radioamadores, experimentações em satélites (como telemetria e comunicação via modos digitais entre outros), demonstrações e incentivos em escolas com o fim de instigar nas crianças o uso das ciências da radiocomunicação, da aeronáutica, da física, da matemática, entre outras. Além das tecnologias aeroespaciais. É sabido também, que os sinais advindos dos satélites são em baixa potência e, portanto sofrem influências de ruídos locais ao serem recebidos aqui na Terra. Entre estes “ruídos”, podemos citar Rádios Broadcasts FM, Redes elétricas, Cercas Elétricas, Sinais retransmissores de TV entre outros, que por vezes, estão fora do espectro de 430 a 440 mhz, e mesmo assim causam enormes transtornos nas operações via satélite ou operações simplex em terra. Ao destinar o Serviço Limitado Privado (SLP) dentro destas faixas de Radioamador utilizados para comunicações e experimentações via satélites, corre-se o risco de inviabilizarmos este projeto, que é amplamente utilizado não só no Brasil, mas, em todo o mundo. Notemos ainda que, serviços fora destas frequências já causam interferências em operações via satélite de radioamador. Com a destinação do SLP dentro destas faixas, os estragos seriam ainda piores. Além do exposto, ao aprovar esta destinação, corre-se o risco de, estes radares causarem interferências não só em nosso país, mas também nos países que fazem divisas com o Brasil. Sabemos que estes países, juntamente conosco, utilizam-se largamente da modalidade satélite de radioamador para contatos e experiências a mais de 7000 km de distância entre as estações. Exemplificando: um radioamador dos Estados Unidos poderia contribuir, via satélite, com experimentações realizadas em escolas brasileiras em demonstrações via satélite. Mas, aprovando-se tais frequências para a utilização em aplicações de radiolocalização, este feito não seria possível por ruídos causados por radares instalados em nosso país, nas frequências utilizadas para experimentos via satélite (Resolução nº 452, de 11 de dezembro de 2006), caso o artigo 1º da Consulta pública nº 5 de 2016, entre em vigor. Deste modo trabalhos educacionais e científicos realizados no Brasil não teriam mais a capacidade de serem realizados. Assim, solicito que disponibilizem o Serviço Limitado Privado (SLP), para aplicações de radiolocalização em frequências não destinadas ao serviço de Radioamador, uma vez que tais frequências são convenções internacionais para este fim e causariam grandes transtornos aos radioamadores que utilizam este serviço nestas faixas de frequência. Desde já agradeço.



ESTE TEXTO É APENAS PARA REFERÊNCIA E PARA AJUDÁ-LO A FAZER A SUA JUSTIFICATIVA.

73/51 DE PQ2HX
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Texto de PQ2HX
Link original:         http://qsl.net/pq2hx/audienciapublica.html